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Colecistectomia

Consiste na ressecção da vesícula biliar. A principal indicação é a colelitíase sintomática (presença de cálculos na vesícula biliar causando sintomas), entretanto existem algumas situações onde colelitíase sem sintomas também requer cirurgia. Alguns tipos de pólipos vesiculares também têm indicação de extirpação operatória.

A via de acesso cirúrgico padrão-ouro é a laparoscópica, exceto em situações especiais como a presença ou forte suspeita de câncer da vesícula biliar onde a abordagem convencional (laparotomia) é a preferida pela necessidade da retirada conjunta de parte do fígado e gânglios do hilo hepático.

Quando a indicação é por cálculos, muitas vezes se faz necessário a realização de exame contrastado das vias biliares principais (colangiografia intra-operatória) para avaliar a presença de coledocolitíase (cálculos nas vias biliares) e tratá-la.

Tratamento Cirúrgico da Doença do Refluxo Gastroesofágico

(Herniorrafia do Hiato) A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é altamente prevalente em nosso meio. O principal sintoma é a pirose (queimação retroesternal). O tratamento de escolha para a DRGE é o clínico, consistindo em medidas dietéticas, posturais e uso de medicações que facilitam o esvaziamento gástrico e inibem a secreção de ácido pelo estômago. O paciente deve ser acompanhado pelo gastroenterologista clínico.

Quando o tratamento clínico apresenta-se ineficaz (5 a 10% dos doentes), ou surgem complicações esofágicas, otorrinolaringológicas ou pneumônicas da DRGE, a cirurgia está indicada.

O acesso padrão-ouro ao hiato esofágico é o laparoscópico.

Herniorrafia / Hernioplastia

As hérnias da parede abdominal consistem na passagem de estruturas por orifícios (fraquezas) anormais da parede. Existem vários tipos de acordo com a topografia: inguinais, umbilicais, epigástricas... Podem ser classificadas em verdadeiras ou falsas de acordo com a presença ou ausência de saco herniário.

Herniorrafia consiste na correção cirúrgica de um defeito herniário sem uso de prótese (técnica com tensão). Essa técnica, quando aplicada às hérnias inguinais, apresenta recidiva entre 10 e 30%, dependendo do subtipo de hérnia inguinal operada (indireta, direta ou inguino-escrotal).

Hernioplastia é o tratamento do defeito herniário sem tensão, pelo uso de prótese (tela de polipropileno). As técnicas que utilizam esse princípio têm recidiva inferior a 1%.

Hepatectomia

Ressecção de parte do fígado, usualmente devido à presença de tumores malignos (primários ou metastáticos). Apresenta mortalidade de 2 a 10% dependendo da doença de base do paciente e da extensão da cirurgia. A via de acesso preferida é a laparotomia por incisão subcostal, em alguns casos pode ser necessária a abertura do hemitórax direito do paciente.

Sobrevida a longo prazo dependente do tipo e estágio da doença.

Duodenopancreatectomia

Ressecção da metade distal do estômago + duodeno + cabeça do pâncreas + vesícula biliar e vias biliares distais à implantação do ducto cístico + primeira alça jejunal.

A principal indicação é a presença de tumor periampular (cabeça do pâncreas, papila, colédoco distal ou duodeno). Pode ser utilizada em outras doenças como a pancreatite crônica, trauma complexo do bloco duodenopancreático e tumores de outras topografias (colorretal p.ex.) com extensão para esta região. Mortalidade de 5 a 10%.

Sobrevida a longo prazo dependente do tipo e estágio da doença.

Esofagectomia

Ressecção do esôfago.

Gastrectomia

Ressecção do estômago.

Enterectomia

Ressecção de intestino delgado.

Colectomia

Ressecção do intestino grosso.


Cirurgia de Derivação (by-pass)

Confecção de comunicação (ponte) que permite a passagem de alimentos e secreções do aparelho digestivo contornando obstruções mecânicas.

Utiliza-se essa modalidade de cirurgia com freqüência na paliação de tumores irressecáveis, buscando oferecer melhor qualidade de vida ao doente. Pode ser utilizada também em obstruções benígnas do aparelho digestivo como na coledocolitíase recidivante, estenoses de doenças inflamatórias e pseudocistos pancreáticos.

Transplantes de Órgãos

O transplante de órgãos do aparelho digestivo pode ser realizado nos pacientes com insuficiência terminal do fígado (transplante hepático), insuficiência renal associada à diabetes mellitus (transplante de pâncreas + rim), insuficiência intestinal (transplante de intestino delgado) e em situações especiais transplantes multiviscerais.

produzido por Lucas Coradini