Vitória - ES - Telefones: (27) 3235-2323 / (27) 3345-8344

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

D√ļvidas

duvidas

Veja currículo Lattes


FAQ (Perguntas frequentes)

1) Qual é a melhor técnica operatória?

N√£o existe t√©cnica perfei;ta em cirurgia bari√°trica. A t√©cnica deve ser escolhida levando-se em considera√ß√£o v√°rios fatores como: perfil diet√©tico e psicol√≥gico do paciente, risco cir√ļrgico, necessidade de perda ponderal. Devemos considerar os aspectos individuais de cada paciente e acreditamos que a escolha da t√©cnica deva ser compartilhada com o doente.

2) Qual é a mais utilizada?

A gastroplastia vertical com anel de silastic e ‚Äúby-pass‚ÄĚ gastroduodenal em y de Roux (cirurgia de Fobi-Capella) √© a que mais utilizamos. Trata-se de t√©cnica que associa restri√ß√£o a ingesta alimentar com um pouco de disabsor√ß√£o devido a desvio intestinal pequeno. √Č uma t√©cnica mista. A perda de peso √© maior que a oferecida pelas t√©cnicas puramente restritivas (banda) variando entre 30 a 40% de perda em rela√ß√£o ao peso inicial.

3) Todos os pacientes emagrecem igual?

Não. As cirurgias bariátricas são instrumentos que contribuem para a perda de peso, com sucesso (perda > 50% do excesso de peso) em torno de 95% dos casos. Entretanto, mesmo nos casos onde a operação foi bem sucedida há uma grande variação da perda ponderal. Contribui para maior perda de peso: atividade física regular, dieta equilibrada e acompanhamento pós-operatório com a equipe interdisciplinar.

4) A cirurgia pode ser realizada por vídeo (laparoscopia) ?

Sim. Todas as cirurgias podem ser realizadas por vídeo exatamente como são feitas pela via convencional (corte). Principalmente a cirurgia de Fobi-Capella, onde não é ressecado nenhum órgão, é ideal para realização por vídeo.

5) Existem vantagens em fazer a cirurgia por vídeo?

S√£o in√ļmeras as vantagens para o paciente. Destacamos: menor incid√™ncia de complica√ß√Ķes relacionadas √† parede abdominal (seromas, infec√ß√Ķes e h√©rnias incisionais), retorno r√°pido √†s atividades laborativas, menor dor, menor incid√™ncia de complica√ß√Ķes pulmonares e melhor resultado est√©tico. Manteve-se a qualidade do procedimento, com adequada perda de peso e controle das morbidades. Fazendo da abordagem videolaparosc√≥pica a primeira op√ß√£o de acesso cir√ļrgico.

6) Porque as cirurgias bariátricas não são realizadas quase sempre por vídeo como as cirurgias para ressecção de vesícula biliar?

Devido a dois motivos principais: custo elevado e dificuldade no aprendizado da equipe cir√ļrgica. O custo com a cirurgia por v√≠deo √© aproximadamente 2x maior que na cirurgia aberta. Existe uma grande tend√™ncia de alguns conv√™nios a preferirem a cirurgia aberta por ser mais barata.
O desenvolvimento da cirurgia bari√°trica por v√≠deo requer da equipe cir√ļrgica um conhecimento pr√©vio s√≥lido em cirurgia laparosc√≥pica avan√ßada. Paci√™ncia √© essencial na realiza√ß√£o das primeiras cirurgias. Geralmente ap√≥s 50 a 60 cirurgias a equipe est√° mais segura na realiza√ß√£o do procedimento e o faz com melhor vis√£o e at√© mais r√°pido que na cirurgia aberta.

7) Como é a anestesia?

Na cirurgia convencional é utilizada uma associação de anestesia peridural (para analgesia no pós-operatório imediato) com anestesia geral. Na cirurgia por vídeo, apenas anestesia geral.

8) Quantos dias ficarei internado? Irei para a U.T.I.?

Os pacientes permanecem no hospital em torno de dois a três dias, quando não há intercorrências. Poucos precisam de ir para a U.T.I. no pós-operatório, a maioria fica algumas horas na recuperação anestésica e vão para o apartamento.

9) Existe risco na cirurgia bari√°trica?

Sim. Toda cirurgia tem risco e a cirurgia bari√°trica √© uma cirurgia de grande porte, portanto tem mais risco que a maioria das outras opera√ß√Ķes.
A morbidade operat√≥ria (probabilidade de complica√ß√£o em 30 dias) √© de 10 a 25% (considerando tudo, at√© as complica√ß√Ķes m√≠nimas) incluindo seromas, hematomas, infec√ß√Ķes de ferida operat√≥ria, atelectasias pulmonares, pneumonias, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, f√≠stulas (abertura dos grampos ou suturas), peritonite, ader√™ncias, bridas, h√©rnia interna, obstru√ß√£o intestinal, h√©rnia incisional, reopera√ß√Ķes e problemas diversos (hipertermia maligna, rabdomi√≥lise, choque anafil√°tico, insufici√™ncia renal , arritmias card√≠acas, dentre outros) decorrente do uso de medica√ß√Ķes e do pr√≥prio ato cir√ļrgico / anest√©sico. As complica√ß√Ķes importantes no p√≥s-operat√≥rio tardio s√£o pouco freq√ľentes, principalmente nos doentes que fazem acompanhamento e utilizam a suplementa√ß√£o vitam√≠nica prescrita.
A mortalidade (probabilidade de √≥bito) situa-se entre 0,5 e 2% na maioria dos trabalhos publicados e varia conforme a t√©cnica utilizada e o tipo de paciente (superobesidade e comorbidade importante aumentam o risco) devendo cada caso ser considerado individualmente. Caso a cirurgia seja feita por v√≠deo, as complica√ß√Ķes de parede s√£o muito reduzidas.

10) Na cirurgia de Fobi-Capella, de que tamanho ficar√° meu novo est√īmago?

O novo reservatório gástrico ficará em torno de 30 a 50 ml. Porém a parede gástrica é elástica, e após alguns meses ocorre uma adaptação da bolsa gástrica associado à mastigação eficiente. O paciente consegue comer 25 a 30% do que ingeria antes da cirurgia e sente saciedade.

11) Após a fase de adaptação alimentar poderei comer qualquer tipo de alimento?

Sim. Entretanto, alguns alimentos (carne vermelha, pão, farinha...) serão mais difíceis. O segredo principal é mastigar muito bem os alimentos, triturá-los até que formem partículas diminutas.

12) Porque a coloca√ß√£o de uma pr√≥tese no novo est√īmago pode contribuir para o sucesso da cirurgia?

A prótese (anel de silastic ou tela de polipropileno) retarda o esvaziamento da bolsa gástrica, mantendo a saciedade por períodos mais prolongados. O controle da passagem dos alimentos da bolsa para o intestino pode ser feito também com a confecção de anastomose (passagem) bem justa, entretanto esse tipo de procedimento está mais associado com estenoses (estreitamento da anastomose).

13) Pode ocorrer algum problema com o ‚Äúanel‚ÄĚ?

Sim. Embora seja muito pouco freq√ľente (1 a 2%), o anel pode erodir para dentro do est√īmago (extrus√£o). Quando isso ocorre, inicialmente a conduta pode ser expectante ou remover o anel por endoscopia. Reopera√ß√Ķes devido ao anel s√£o raras.

14) De que s√£o feitos os grampos utilizados no est√īmago?

S√£o feitos de material inerte, Tit√Ęnio. Permanecem indefinidamente no paciente e n√£o interferem no organismo.

15) Como é a perda de peso na cirurgia de Fobi-Capella?

A perda ponderal é mais rápida nos primeiros três meses. Mantém-se de forma importante até seis meses. Em geral com um ano ou pouco mais ocorre a estabilização do peso. A maioria perde entre 30 e 50% do peso inicial e estabiliza em um peso pouco acima do normal. Doentes que praticam atividades físicas regulares perdem mais peso que os sedentários.

16) Mulheres operadas de obesidade mórbida podem engravidar?

Sim. Solicitamos às doentes que evitem gestação no período de emagrecimento mais importante (12 a 18 meses). Após esse período fica inclusive mais fácil engravidar pois a obesidade está relacionada com infertilidade. Muitas vezes a gestação é muito mais segura pois a obesidade e hipertensão estão relacionadas à doenças como a eclampsia e, após a cirurgia esse risco diminui.

17) Em relação às atividades físicas, como será minha recuperação?

Logo no p√≥s-operat√≥rio imediato quanto mais caminhar, melhor. Diminui a probabilidade de trombose venosa e atelectasia pulmonar; acelera o retorno da atividade intestinal (diminuindo os gases e as dores abdominais). Pode subir e descer escadas. Pode deitar de lado ou em dec√ļbito ventral. Pode dirigir autom√≥vel, realizar suas atividades laborativas e retomar atividades sexuais assim que sentir-se seguro.
Evitar pesos e abdominais por 15 dias para cirurgia por v√≠deo e 45 dias para cirurgia convencional. Desenvolva atividades f√≠sicas regulares progressivamente, pacientes que realizam atividades f√≠sicas no p√≥s-operat√≥rio emagrecem mais e com mais sa√ļde.

18) Quanto tempo demora o preparo pré-operatório?

Varia muito de doente para doente. Alguns ficaram meses pensando em fazer a cirurgia, estudando o assunto e tem em seu convívio próximo alguém operado, para esse tipo de paciente o preparo é mais rápido (o tempo de passar com a equipe, realizar os exames e viabilizar a parte burocrática com o convênio). Outros doentes chegam totalmente desinformados sobre a cirurgia ou apresentam comorbidades importantes não controladas e requerem um preparo mais demorado.

produzido por Lucas Coradini